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Setor de máquinas e equipamentos se rende aos asiáticos
Postigo Consultoria
08/03/2010
Não suportando a concorrência com os chineses, fabricantes de máquinas e equipamentos deixam de produzir no Brasil e passam a importar e revender produtos asiáticos no mercado doméstico com o carimbo da sua marca.
Na busca pela sobrevivência da marca, empresas tradicionais como a Kone, fabricante de máquinas-ferramenta (tornos, furadeiras e fresadoras) de Limeira (SP), são obrigadas a substituir a produção local por importações da China e Taiwan para não ter de fechar as portas. "Já deixamos de fabricar a maioria dos nossos equipamentos e, dentro de seis meses, vamos avaliar se passamos a ser exclusivamente importadores, coisa que não gostaríamos", diz o presidente da Kone, Marcelo Cruañe.
Um dos pontos observados para esta troca é a taxa de câmbio, o que inviabiliza financeiramente a competição, mas no ponto de vista técnico os produtos nacionais não deixam a desejar.
De acordo com a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o conjunto de custos internos que só existem no País onera em 43,85% a produção nacional de bens de capital comparada com a fabricação na Alemanha e Estados Unidos.
A desvantagem comparativa com a China não foi medida, mas a organização estima que esteja perto dos 100%. Para o conjunto das indústrias brasileiras, o acréscimo é de 36,27%.
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