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Enfrentando a Crise
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Por: Jos?ernando Boucinhas
As not?as s?as mais sombrias poss?is. A crise econ?a, al?de global, avan?e junto com ela o p?co, das empresas e de seus consumidores. S?empresas ?ne demitindo dezenas de milhares de pessoas, institui?s financeiras que desaparecem, programas de salvamento patrocinados por governos que chegam, somados, ?asa dos trilh?de d?es, o desemprego subindo de modo geral, pa?s (do G8 e emergentes) entrando sequencialmente em recess? E o FMI revendo para baixo suas proje?s de crescimento do PIB mundial e de muitos PIBs nacionais. O F? Econ?o Mundial, reuni?de plutocratas e de burocratas poderosos, realizou-se em ambiente macamb? como reportaram prestigiosos jornalistas, a ponto de um importante jornal de neg?s trazer a seguinte manchete: ?Encontro de Davos come?em meio a angustia com a crise?. Ali? entra na moda uma nova disciplina: neuro economia, uma combina? de neurologia, economia e psicologia, a qual segundo seus adeptos, visa entender o comportamento dos agentes econ?os durante as crises.
Aos gestores das empresas fica a quest? ?O que fazer??. ??o que algo tem de ser feito, pois n?d?ara enfiar a cabe?na areia e fazer de conta que n?seremos afetados! Mas qualquer iniciativa deve ser calcada em crit?os objetivos, deixando de lado o p?co que recomenda redu?s a qualquer custo. E, o primeiro alvo, erroneamente costuma ser o quadro de funcion?os. Erroneamente porque, apesar de ser a ?a que possibilita redu?s mais imediatas de custos, essas redu?s representam abdicar de investimentos realizados ao longo de muitos anos. Algu?j?isse ?a cada turno de trabalho, meu capital principal, entra na empresa e, ao seu final vai para casa?. ?claro que ajustes na empresa podem redundar em demiss? mas demitir, sem crit?os, como forma de ajusta-l? tempos dif?is vai redundar, com certeza, em s?os reajustes a m?o e longo prazo, inibindo seriamente a capacidade da empresa retomar sua trajet?, quando a crise passar. E, ela vai certamente passar e ser seguida por tempos melhores!
Como, ent? ajustar a empresa ?itua? atual da economia? ?fundamental que as lideran? nas empresas procurem agir de forma consistente, sem comprometer seu futuro. Para isto ser?ecess?o avaliar os impactos da crise sobre seus mercados de produtos e de insumos e, sobre sua estrutura operacional, de forma a identificar as vulnerabilidades da empresa e as formas de anul?as. Recomenda-se que esta an?se considere poss?is alternativas de gravidade da retra? do mercado. Para cada uma delas as vulnerabilidades devem ser analisadas. Da mesma forma, a an?se deve abranger os impactos sobre os principais concorrentes. Estas avalia?s permitir?identificar as oportunidades acenadas pela crise. Somente dispondo destas informa?s ser?oss?l agir com intelig?ia e coer?ia. Da mesma forma que o mundo n??lano, o impacto da crise sobre seus mercados, consumidor e de insumos, certamente ?iferente. Avaliar os impactos sobre os mercados em que atua, sobre os principais concorrentes e redefinir seu neg? e vis?de futuro, esses s?passos essenciais para implantar uma estrat?a coerente para enfrentar a crise. S?racioc?o estrat?co possibilita descobrir oportunidades a explorar, em tempos dif?is. E n?se diga que a crise somente acena com amea?. Como ela afeta diferentemente a economia de cada pa?e, a economia brasileira d?inais de que est?ofrendo impacto relativamente menor, para algumas empresas descortina-se a oportunidade de buscar a internacionaliza?, buscando atrav?de aquisi?s e investimentos, obter ganhos de produtividade mediante melhoras na tecnologia, e aquisi? de know-how ou ainda, firmando p?o exterior em mercados abrangidos por barreiras protecionistas. Para isto as empresas poder?obter apoio do BNDES, que em linha com a pol?ca anti-recess?do governo brasileiro, oferece apoio financeiro para estas finalidades, a custo competitivo.
Para agir com serenidade e reduzir a probabilidade de erros, a empresa precisa identificar as ?as de maior vulnerabilidade e agir no sentido de reduzir os recursos a elas alocados. Isto ? que se costuma chamar de focar a a?, alinhando a empresa ?ova realidade. Focaliza? pressup?is?estrat?ca e reconhecimento das atividades internas relevantes para sua opera?. Alinhar a empresa significa decis?compat?is com a nova vis?estrat?ca, em todos os escal?decis?s da empresa.
No que tange ?atividades operacionais, aquelas que n?est?voltadas para o foco estrat?co da empresa, devem ser reduzidas e at?liminadas, se necess?o for, mediante a venda de ativos ou cortes de contingente.
T?icas como o or?ento base zero, s?particularmente ? para avaliar e redimensionar o n?l de recursos alocados a atividades operacionais, contribuindo para a elimina? de atividades que n?agregam valor para a empresa. As atividades que contribuem para atingir os objetivos que abrangem o foco estrat?co da empresa t?de ser revisadas em busca de efici?ia. Para este fim, o redesenho de processos ?ma ferramenta adequada para enfrentar as condi?s atuais. De qualquer modo, especial aten? deve ser atribu? ?est?de caixa, ?oncess?de cr?to a clientes e ?dministra? dos estoques. Do lado do passivo, ser?til identificar formas de reduzir o endividamento e ou de melhorar o acesso ao cr?to pela empresa. Adotar pol?cas de pre?mais agressivas e iniciativas com o prop?o de melhorar a reten? dos clientes, rever as linhas de produto, visando privilegiar os mercados menos atingidos pela crise, s?a?s recomendadas.
Da mesma forma a an?se estrat?ca dos impactos da crise indicar?uais investimentos dever?ser suspensos, desacelerados ou acelerados e quais os ativos a serem vendidos. Portanto, a rea? a condi?s adversas da economia tem de ser pautada pela serenidade e pela vis?de futuro dos l?res das empresas. A economia sair?esta dificuldade dentro dos pr?os dois ou tr?anos, em fun? da converg?ia das a?s governamentais e das pol?cas monet?as e fiscais formuladas e implementadas especialmente pelos pa?s economicamente mais importantes, que aprenderam com a d?cle de 1929. E, quando isto ocorrer, quem deslanchar?rimeiro ser?as empresas que se ajustaram estrategicamente e n?abdicaram de sua vis?de futuro.
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