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Carga tributária para pobres tem que cair 86% para se igualar a dos mais ricos, diz Ipea
Postigo Consultoria / Rodrigo Postigo
13/01/2009
Segundo estudo "Pobreza, desigualdade e políticas públicas", realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2003, os brasileiros com menor renda teriam que pagar 85,9% a menos de impostos do que os mais ricos para que a carga tributária das duas pontas fosse igualada.
A pesquisa aponta que quem ganha até dois salários mínimos (atuais R$ 1.020) tem 48,9% do rendimento comprometido com os impostos. Já aqueles que recebem mais de 30 mínimos (R$ 15.300) têm o percentual reduzido para 26,3%.
A diferença se dá pela forma de cobrança de impostos, no qual a base de arrecadação mais forte é a chamada tributação indireta, embutida nos preços dos alimentos e bens de consumo, praticado aqui no Brasil. Devido à parcela mais pobre gastar mais com estes produtos, estes pagam mais impostos.
De acordo com o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, "os que menos pagam são os que mais criticam a carga tributária no Brasil porque sentem mais o imposto direto, que é aquele cobrado sobre a propriedade (como IPVA e IPTU). Já os mais pobres não ficam sabendo o quanto pagam porque o imposto está embutido no preço do refrigerante, por exemplo". Veja a publicação
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